O Ministério da Saúde investiga mais dois casos suspeitos de coronavírus, um no Rio Grande do Sul e outro no Paraná. Assim, no total, três casos suspeitos da doença são monitorados pelas autoridades de saúde brasileiras: em Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR), além de Belo Horizonte (MG), noticiado na manhã desta terça-feira.

Coronavírus:  O que se sabe até agora?

De acordo com o ministério, os pacientes se enquadram na atual definição de caso suspeito para o nCoV-2019 (o novo coronavírus), estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ou seja, apresentaram febre e, pelo menos um sinal ou sintoma respiratório, além de terem estado em área de transmissão local nos últimos 14 dias.

A OMS aumentou o nível de alerta para alto em relação ao risco global do novo coronavírus, por isso, o Ministério da Saúde orienta que viagens para a China devem ser realizadas em casos de extrema necessidade. Com quase três mil casos confirmados, segundo o boletim da OMS desta segunda-feira, todo o território chinês passa a ser considerado área de transmissão ativa da doença.

Rio Grande do Sul

O caso suspeito no Rio Grande do Sul vem de São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, segundo informações desta terça-feira do portal de notícias Gaúcha ZH.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, ouvido pelo site, informou que o caso analisado é de um homem de 40 anos que vive na cidade chinesa de Kunming, na província de Yunnan, onde 44 casos foram confirmados, e viajou ao Rio Grande do Sul para visitar a família no dia 24 de janeiro.

Ele procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) relatando febre e insuficiência respiratória. O paciente está internado, isolado, e a análise do caso deve ser concluída até sexta-feiira.

Caso suspeito em Minas

A suspeita de contaminação por coronavírus em uma jovem de 22 anos, em Minas Gerais, levou o Ministério da Saúde a subir o nível de alerta do país para “perigo iminente” nesta terça-feira.

O Centro de Operações de Emergência (COE), acionado pelo ministério desde o início da crise, classifica os riscos em três níveis, em linha com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O primeiro é o nível de alerta, porque havia casos acontecendo em outros países, mas a transmissão estava concentrada na China. O nível dois (“perigo iminente”) se inicia a partir da identificação de um caso suspeito que se enquadre na definição estabelecida pelo protocolo da OMS. Esse é o caso da paciente em Minas Gerais, que viajou à Wuhan, epicentro da crise na China.

A partir da confirmação de um caso da doença, o país entra no terceiro nível, e o governo declara emergência em saúde pública de importância nacional.

Fonte: O Globo

Comente via Facebook!