Um post em uma página do Facebook que tem viralizado diz que a Policia Federal e a Força Tarefa confiscaram três fazendas no Paraguai de “um líder do MST, braço direito de Lula”. A mensagem diz que o Serviço Nacional de Cadastro e a Força Tarefa, em cooperação com a Polícia Federal, confiscaram três propriedades de João Pedro Stedile. Afirma ainda que os bens estão avaliados em aproximadamente US$ 68 milhões, cerca de R$ 262,4 milhões. A mensagem é #FAKE.

O texto é acompanhado de três imagens de propriedades rurais. Uma busca reversa mostra que uma das imagens é de uma das 26 fazendas pertencentes à massa falida da Reunidas Boi Gordo, localizadas em Comodoro, a 677 km de Cuiabá.

Outra imagem é da Fazenda Irmãos Garcia, localizada em Campo Novo de Parecis, em Mato Grosso.

A terceira imagem é de uma fazenda que pertencia ao traficante brasileiro Luis Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, no Paraguai. De acordo com jornais locais, as fazendas denominadas Edwiges, Suiza y Lucipar, localizadas nos departamentos de Concepción y San Pedro, valem US$ 100 milhões e foram transferidas ao governo paraguaio.

Não houve nenhuma operação coordenada com a PF tendo como alvo Stedile, como alardeia o texto falso. A PF diz que todas as suas operações são divulgadas no site da instituição. E não há no espaço nenhuma menção à operação em questão.

O MST também afirma que a mensagem é totalmente fabricada e mentirosa.

“O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) manifesta repúdio frente a mais uma mentira (fake news) nos envolvendo. A notícia de que um dos coordenadores nacionais do movimento, João Pedro Stedile, possui fazendas no Paraguai é tão absurda quanto a página da qual ela foi tirada. Um página de Facebook sem nenhum critério de apuração não pode servir de fonte de informação. Lamentamos, mais uma vez, que as redes sociais sejam usadas para disseminar mentiras e desinformações a respeito do MST. Desinformação essa que, infelizmente, parece ser retrato do nosso atual momento em que vivemos”, diz o movimento, em nota.

Fonte: G1

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