ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD

“Bom demais o novo filme de Tarantino, Era uma vez em Hollywood. Difícil até escolher o que comentar. Se os desempenhos brilhantes de DiCaprio e Brad Pitt, os magníficos diálogos ou os momentos hilariantes e de clímax. A parte em que o personagem de Pitt dá umas porradas em Bruce Lee (com seus famosos gritinhos de gata no cio) é muito engraçada.

Mas há algo de grandioso acima de tudo, que é reinventar o massacre promovido pelo psicopata Charles Manson em 1969, que tinha entre suas vítimas a atriz Sharon Tate, mulher do diretor Roman Polanski, estripada aos oito meses de gravidez. Esse crime brutal antecipou o fim de uma era, da contracultura e de todos os movimentos que pregavam a liberdade para se viver desmedidamente, em meio a sexo, drogas e rock and roll. E se transformou em um dos pesadelos mais recorrentes da vida americana.

O que Tarantino faz é imaginar uma outra América possível, em que revisa aspectos não apenas traumáticos de uma nação singular em que liberdade, imaginação, paranoia e loucura são elementos indissociáveis, criativos e capazes de gerar mais coisas boas que atos insensatos. O porém do filme é que você precisa amar muito cinema B – principalmente faroeste spaghetti – e cultura pop para usufruir ao máximo do rico manancial de simbologias que o diretor costurou. Tente ir ao cinema depois de ter lido um pouco sobre Manson e Sharon Tate. Vai ajudar. E se prepare prepare para um final absolutamente maravilhoso.

Estamos diante de um novo clássico de Tarantino”, finaliza o jornalista.

Fonte: Gonçalo Júnior

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