Natural do município de Guanambi, um homem, identificado como André Luís Gonçalves, idade não informada, foi preso nesta terça-feira (27), acusado de atuar na parte logística e financeira de um grupo criminoso, que foi desarticulado durante a operação Alba Vírus, que apreendeu mais de R$ 28 milhões em espécie, 10 carros de luxo, 26 caminhões e R$ 23 milhões em imóveis de alto padrão.

Segundo matéria publicada pelo G1, além do guanambiense, outras 11 pessoas foram presas e cinco permanecem foragidas, entre elas, o empresário do ramo portuário, Eduardo Oliveira Cardoso, de 43 anos. Ele é procurado pela Polícia Federal por suspeita de participar do envio de pelo menos seis toneladas de cocaína à Europa por carregamentos no Porto de Santos (SP) e outros complexos brasileiros.

Conforme informações extraoficiais, atualmente morando no estado paulista, André estava trabalhando como assessor parlamentar de um vereador em São Paulo, mas também atua no ramo de vendas de celulares pela internet.

Mais de 1,3 tonelada de cocaína foi localizada pela PF em Guarujá, SP — Foto: G1 Santos

O delegado Ciro Tadeu Moraes, chefe da PF em Santos, explicou que os criminosos identificados tinham “organização recente”. Segundo ele, toda a quantia apreendida na operação, assim como os bens, são decorrentes da venda do entorpecente a narcotraficantes europeus.

Já foram localizados e presos por ordem de mandados de prisão temporária:

  • Sandra de Oliveira: mãe da líder do esquema, Karine, e realizou depósitos milionários;
  • Damaris de Almeida dos Santos Andrade: amiga de Karine e realizou depósitos milionários;
  • Janone Prado: companheiro de Damaris e atua na logística da droga;
  • Marli Aparecida de Andrade Santana: amiga de Karine e “testa de ferro” em vários negócios;
  • André Luis Gonçalves: atua na parte logística e financeira do grupo;
  • Wanderley Almeida Conceição: atua na logística e distribuição de droga;
  • Anderson Gomes Alvarenga: possui movimentações milionárias de valores em espécie;
  • Josiele Santos Fonseca: efetuou depósitos milionários em espécie e inaugurou salão de beleza na avenida Ana Costa, em Santos;
  • Aline Aparecida Souza dos Santos: participação não informada;
  • Carlos de Figueiredo Marinho: participação não informada;
  • Cristiano Lino Menezes: participação não informada;

O pai de Karine, Antônio da Costa Campos, também era alvo inicial e uma ordem de prisão também foi expedida pela justiça. Entretanto, ele morreu afogado em uma praia de Itajaí antes da deflagração da operação. Segundo a PF, ele participava dos negócios do grupo, possui diversos imóveis, mas não tem “lastro patrimonial” que os justifique.

A defesa do ex-PM Mario Márcio da Silva afirma que o cliente é inocente e, na ocasião da sentença, disse que recorreria da pena.

G1 não conseguiu contato com os demais investigados presos, foragidos e com os representantes da empresa localizada em Santos até a última atualização dessa reportagem.

Malas cheias de dinheiro foram encontrados durante a Operação Alba Virus — Foto: Polícia Federal

Alba Vírus

Duas pessoas foram presas na capital paulista, uma na Bahia e o restante em Santa Catarina. Em Itajaí (SC) foi para onde a quadrilha migrou na ocasião a prisão do ex-PM em Guarujá, justamente para tentar despistar as autoridades. Entretanto, os bens que acumularam e mantinham pelas cidades chamaram a atenção da Polícia Federal.

A Operação Alba Vírus, que significa veneno branco em latim, cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Bahia, e 12 mandados de prisão temporária – 5 ordens de prisão permanecem em aberto. Todas as ordens foram autorizadas pela 5ª Vara Federal de Santos em julho.

Fonte: G1

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