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Outras empresas, além da Bamin Mineração, podem participar do leilão da Ferrovia Oeste-Leste

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Vários grupos, e não apenas a Bamin Mineração, estão avaliando a participação no leilão da Ferrovia Oeste-Leste, que ocorrerá em abril. Algumas empresas (veja a seguir) se interessaram diante da possibilidade de haver leilão do segundo trecho, de Caetité até Barreiras, que já tem mais de 45% de execução física.

E se fosse concluído o terceiro lote, de Barreiras até Figueirópolis (TO), a atratividade da ferrovia passaria a outro patamar, devido à conexão com a ferrovia Norte-Sul (no tramo operado pela Rumo). A Valec já fez o projeto básico desse trecho, mas a construção não começou.

Outro fator recente também elevou o interesse pela Fiol: a viabilização da Ferrovia de Integração Centro Oeste (Fico). A construção da Fico, com 383 km, será realizada pela Vale Com isso, pode se formar um novo corredor de escoamento agrícola, do Centro-Oeste até o porto em Ilhéus.

Ainda é cedo para a definição dos concorrentes no leião da Fiol.  Mas a avaliação do mercado é que podem participar do leilão, além da Bamin Mineração, a VLI (empresa da Vale, Mitsui, FI-FGTS, Brookfield e BNDES), que opera a Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que cruza a Bahia de Norte a Sul. Além delas. a chinesa CCCC está estudando sua participação e também a Rumo (da Cosan). A Bahia Mineração busca parceria para concorrer. Além disso, fundos de investimentos voltados a infraestrutura têm olhado o ativo, para possivelmente compor parcerias, diz Bruno Aurélio, sócio do Demarest.

“A Fiol passa a ser uma via importante para o agronegócio”, afirma Fernando Paes, diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF). Para ele, outro fator positivo é a recente experiência da concessão da Norte-Sul, arrematada pela Rumo no início de 2019, sem que a via tivesse sido totalmente construída. “Foi consolidado o modelo de leiloar a ferrovia inacabada. No caso da Norte-Sul, deu certo, o que dá mais segurança para que se repita”, diz. O trecho da Fiol entre Ilhéus e Caetité está com cerca de 75% de sua obra concluída.

Fonte: jornal Valor Econômico.

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