Ivana Bastos ressalta experiência e compromisso público na posse da nova Mesa Diretora do TCE/BA
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, participou, na tarde desta terça-feira (6), da sessão…





Desde março de 2020, quando a OMS declarou a Covid-19 uma pandemia, nossas sociedades tiveram que conviver com medidas excepcionais de controle epidemiológico que incluem a restrição de direitos fundamentais como a liberdade de ir e vir.
A maioria dos países impôs medidas rígidas que frequentemente incluíram o fechamento de espaços públicos – com o consequente prejuízo econômico que estas ações causaram – além das restrições à circulação dentro do próprio território e entre as nações estrangeiras.
Para ver esta situação excepcional chegar ao fim o mais rapidamente possível, várias alternativas de reabertura foram consideradas sem negligenciar a saúde da população. Uma dessas opções são os chamados passaportes imunológicos, sistemas que identificam e facilitam a movimentação da população imunizada contra a SARS-CoV-2.
Embora este documento já tenha sido adotado em relação a doenças como febre amarela ou poliomielite, no caso da Covid-19 sua introdução tem consequências éticas e práticas que devem ser seriamente consideradas antes de se tomar uma decisão sobre o melhor modelo.
Porque o passaporte Covid-19 pode ser uma solução?
Com treze vacinas aprovadas em diferentes países e a maior campanha de vacinação da história mundial em andamento, o passaporte imune se apresenta como uma opção realista e aceitável.
O uso de um certificado de vacinação como passaporte Covid-19 apresenta três vantagens importantes. Em primeiro lugar, sua confiabilidade. Como as pessoas vacinadas adquirem altas taxas de imunidade e transmitem menos o vírus, elas podem dispensar medidas como distância social e uso de máscaras, como já é visto em Israel e nos Estados Unidos, sem representar risco significativo para a saúde e segurança de seu entorno.
Em segundo lugar, essa certificação de vacina representa uma possibilidade realista de acelerar a reabertura de forma relativamente segura e, assim, iniciar a tão esperada recuperação econômica. Sem os passaportes de imunidade, a redução das restrições deve ser pautada pela redução dos casos, comprometimento das equipes médicas e ocupação hospitalar e, por fim, imunidade coletiva. Essa fórmula, entretanto, permite acelerar a abertura no curto prazo, mitigando as consequências da crise econômica.
Finalmente, se um certificado baseado em infecção pode promover o contágio, também pode-se argumentar que um passaporte baseado em imunização incentiva a vacinação em populações relutantes.
Nacionalismo da vacina
É importante ter em mente que os passaportes imunológicos apresentam uma série de desafios que precisam ser enfrentados.
O primeiro diz respeito ao nacionalismo das vacinas e à falta de cooperação internacional para sua distribuição, o que corre o risco de se repetir quando se trata de emitir certificados de vacinação.
Diferentes países e instituições já emitiram seus próprios passaportes imunológicos, como a China, com seu “certificado sanitário internacional para viagens” e o “passaporte verde” de Israel. Cada um destes documentos é válido para certas vacinas que variam por país, o que pode se traduzir na falta de reconhecimento internacional dos certificados, de modo que não seriam inteiramente úteis para reabrir o trânsito global.
Quanto tempo vai durar o passaporte Covid-19?
Não existe nenhuma informação que determine por quanto tempo dura a imunidade conferida por cada vacina, portanto não é possível ter certeza de quanto tempo os certificados serão válidos. Para enfrentar esse desafio, a chave está na cooperação global e no compartilhamento de informações.
Como evitar discriminação
Outro desafio a levar em conta é a possível criação de desigualdades: dentro dos próprios países e entre eles. Enquanto a imunidade coletiva não for alcançada, haverá um grupo de pessoas vacinadas e outro de não vacinadas nos países, geralmente respondendo aos planos de vacinação do seu governo.
Espera-se que essa imunidade seja alcançada em países de alta renda por volta de 2022, mas em países de baixa e média renda a data estimada é 2024 – embora possam diferir dependendo de vários fatores, como diferentes variantes do vírus.
Se um certificado de vacinação é essencial para viajar ou para ter acesso a certos serviços, estaria produzindo uma discriminação efetiva contra todos aqueles que não foram vacinados. A solução, neste caso, é que o certificado não seja obrigatório para essas atividades, mas sim uma alternativa a outros processos de triagem, e que haja acesso massivo a exames diagnósticos para a Covid-19.
Privacidade
O terceiro desafio concentra-se na divulgação de dados pessoais. É importante garantir a privacidade dos dados para que sejam utilizados apenas para o fim o qual foram concebidos e que não sejam do domínio público sem o consentimento das pessoas que os possuem.
Por outro lado, é difícil garantir a identidade do titular do certificado. Foi proposta uma solução para vincular certificados a registros de identidade, mas nem todos os países os usam. Além disso, um grande número de pessoas em todo o mundo não possui documentos de identidade básicos. A falsificação de certificados é uma ameaça muito real contra a qual soluções específicas de contexto terão que ser desenvolvidas.
A solução da União Europeia
Neste contexto, a União Europeia parece ter resolvido os desafios na concepção do passaporte imunitário que entrará em vigor a 1º de julho, o denominado “Certificado Digital Covid da EU”, e que permitirá simplesmente comprovar que uma pessoa foi vacinado contra Covid-19; ou foi realizado um teste que deu negativo; ou se recuperou da doença.
O documento será de fácil acesso, gratuito e não será necessário viajar pela Europa, apenas facilitará os procedimentos. Quem não tem o certificado poderá continuar a viajar, embora sujeito às condições de cada Estado-membro, o que teoricamente pode gerar desigualdades.
Por outro lado, a UE irá mobilizar 100 milhões de euros para fornecer exames acessíveis aos países do bloco. Será um certificado único para toda a União Europeia, embora, em princípio, não seja utilizado para viagens para fora das suas fronteiras. No caso, é preciso esperar até o próximo mês para ver se o passaporte imunológico europeu supera os desafios desse tipo de certificado.
Fonte: ASCOM
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Um acidente de trânsito registrado na tarde deste domingo (28) resultou na morte de um homem na BR-430, no km 12, sentido Igaporã, no município…










Desde março de 2020, quando a OMS declarou a Covid-19 uma pandemia, nossas sociedades tiveram que conviver com medidas excepcionais de controle epidemiológico que incluem a restrição de direitos fundamentais como a liberdade de ir e vir.
A maioria dos países impôs medidas rígidas que frequentemente incluíram o fechamento de espaços públicos – com o consequente prejuízo econômico que estas ações causaram – além das restrições à circulação dentro do próprio território e entre as nações estrangeiras.
Para ver esta situação excepcional chegar ao fim o mais rapidamente possível, várias alternativas de reabertura foram consideradas sem negligenciar a saúde da população. Uma dessas opções são os chamados passaportes imunológicos, sistemas que identificam e facilitam a movimentação da população imunizada contra a SARS-CoV-2.
Embora este documento já tenha sido adotado em relação a doenças como febre amarela ou poliomielite, no caso da Covid-19 sua introdução tem consequências éticas e práticas que devem ser seriamente consideradas antes de se tomar uma decisão sobre o melhor modelo.
Porque o passaporte Covid-19 pode ser uma solução?
Com treze vacinas aprovadas em diferentes países e a maior campanha de vacinação da história mundial em andamento, o passaporte imune se apresenta como uma opção realista e aceitável.
O uso de um certificado de vacinação como passaporte Covid-19 apresenta três vantagens importantes. Em primeiro lugar, sua confiabilidade. Como as pessoas vacinadas adquirem altas taxas de imunidade e transmitem menos o vírus, elas podem dispensar medidas como distância social e uso de máscaras, como já é visto em Israel e nos Estados Unidos, sem representar risco significativo para a saúde e segurança de seu entorno.
Em segundo lugar, essa certificação de vacina representa uma possibilidade realista de acelerar a reabertura de forma relativamente segura e, assim, iniciar a tão esperada recuperação econômica. Sem os passaportes de imunidade, a redução das restrições deve ser pautada pela redução dos casos, comprometimento das equipes médicas e ocupação hospitalar e, por fim, imunidade coletiva. Essa fórmula, entretanto, permite acelerar a abertura no curto prazo, mitigando as consequências da crise econômica.
Finalmente, se um certificado baseado em infecção pode promover o contágio, também pode-se argumentar que um passaporte baseado em imunização incentiva a vacinação em populações relutantes.
Nacionalismo da vacina
É importante ter em mente que os passaportes imunológicos apresentam uma série de desafios que precisam ser enfrentados.
O primeiro diz respeito ao nacionalismo das vacinas e à falta de cooperação internacional para sua distribuição, o que corre o risco de se repetir quando se trata de emitir certificados de vacinação.
Diferentes países e instituições já emitiram seus próprios passaportes imunológicos, como a China, com seu “certificado sanitário internacional para viagens” e o “passaporte verde” de Israel. Cada um destes documentos é válido para certas vacinas que variam por país, o que pode se traduzir na falta de reconhecimento internacional dos certificados, de modo que não seriam inteiramente úteis para reabrir o trânsito global.
Quanto tempo vai durar o passaporte Covid-19?
Não existe nenhuma informação que determine por quanto tempo dura a imunidade conferida por cada vacina, portanto não é possível ter certeza de quanto tempo os certificados serão válidos. Para enfrentar esse desafio, a chave está na cooperação global e no compartilhamento de informações.
Como evitar discriminação
Outro desafio a levar em conta é a possível criação de desigualdades: dentro dos próprios países e entre eles. Enquanto a imunidade coletiva não for alcançada, haverá um grupo de pessoas vacinadas e outro de não vacinadas nos países, geralmente respondendo aos planos de vacinação do seu governo.
Espera-se que essa imunidade seja alcançada em países de alta renda por volta de 2022, mas em países de baixa e média renda a data estimada é 2024 – embora possam diferir dependendo de vários fatores, como diferentes variantes do vírus.
Se um certificado de vacinação é essencial para viajar ou para ter acesso a certos serviços, estaria produzindo uma discriminação efetiva contra todos aqueles que não foram vacinados. A solução, neste caso, é que o certificado não seja obrigatório para essas atividades, mas sim uma alternativa a outros processos de triagem, e que haja acesso massivo a exames diagnósticos para a Covid-19.
Privacidade
O terceiro desafio concentra-se na divulgação de dados pessoais. É importante garantir a privacidade dos dados para que sejam utilizados apenas para o fim o qual foram concebidos e que não sejam do domínio público sem o consentimento das pessoas que os possuem.
Por outro lado, é difícil garantir a identidade do titular do certificado. Foi proposta uma solução para vincular certificados a registros de identidade, mas nem todos os países os usam. Além disso, um grande número de pessoas em todo o mundo não possui documentos de identidade básicos. A falsificação de certificados é uma ameaça muito real contra a qual soluções específicas de contexto terão que ser desenvolvidas.
A solução da União Europeia
Neste contexto, a União Europeia parece ter resolvido os desafios na concepção do passaporte imunitário que entrará em vigor a 1º de julho, o denominado “Certificado Digital Covid da EU”, e que permitirá simplesmente comprovar que uma pessoa foi vacinado contra Covid-19; ou foi realizado um teste que deu negativo; ou se recuperou da doença.
O documento será de fácil acesso, gratuito e não será necessário viajar pela Europa, apenas facilitará os procedimentos. Quem não tem o certificado poderá continuar a viajar, embora sujeito às condições de cada Estado-membro, o que teoricamente pode gerar desigualdades.
Por outro lado, a UE irá mobilizar 100 milhões de euros para fornecer exames acessíveis aos países do bloco. Será um certificado único para toda a União Europeia, embora, em princípio, não seja utilizado para viagens para fora das suas fronteiras. No caso, é preciso esperar até o próximo mês para ver se o passaporte imunológico europeu supera os desafios desse tipo de certificado.
Fonte: ASCOM
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O deputado federal Charles Fernandes ganhou destaque no Ranking de Produtividade Parlamentar 2025, levantamento realizado pelo site Bahia Notícias, um dos principais veículos de comunicação…
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Uma noite marcada por muito calor humano, confraternização entre famílias, jovens e visitantes celebrou a virada do Ano Novo em Pindaí, fortalecendo a tradicional festa…
A Prefeitura de Riacho de Santana, sob a gestão do prefeito Tito Eugênio, deu mais um passo importante no fortalecimento da política de assistência social…
Em sessão solene de encerramento dos trabalhos em 2025, realizada de modo remoto nesta terça-feira (30.12) e transmitida pela TV ALBA, a presidente da Assembleia…
A Prefeitura Municipal de Pindaí realizou, na noite desta segunda-feira (29), o ato de assinatura da ordem de serviço que autoriza o início das obras…
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