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Taxa de ocupação de UTIs para Covid no país é a menor de 2021

As capitais brasileiras apresentaram nesta semana o menor nível de ocupação de UTIs para a Covid-19 de 2021, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo junto a prefeituras e governos.

Em abril deste ano, em um dos momentos mais críticos da pandemia, 22 das 27 capitais tinham UTIs com lotação de 90% ou mais. Agora, só 2 têm patamares acima de 80% –São Luís, com ocupação de 90%, e Rio de Janeiro, com 86%. No outro extremo, Rio Branco tem taxa de 26%.

No Maranhão, apesar de 90% das UTIs para Covid da capital estarem ocupadas, vem caindo o número de internados no estado –53% da população foi vacinada com ao menos uma dose.

A rede estadual está com 67,5% de ocupação dos leitos de UTI, número 18% menor do que o de duas semanas atrás. A queda permitiu oferecer 52 leitos intensivos para pacientes com outras doenças e retomar as cirurgias eletivas na rede estadual.

O mês de março foi o mais letal da pandemia no estado, com 1.188 mortes por Covid. Já em junho, foram 711 óbitos. Ainda há registros em investigação, mas a queda é de 40%.

Com isso, o governo de Flávio Dino (PSB) resolveu flexibilizar restrições a partir desta terça (13). Comércio, indústria, bares e restaurantes podem funcionar até mais tarde, com 70% da capacidade, eventos com até 150 pessoas foram permitidos até meia-noite e grupos de risco com vacinação completa devem retornar ao trabalho em 30 dias.”

O estado do Rio de Janeiro permanece com a ocupação de UTIs na faixa dos 60% há cerca de quatro semanas. O índice era de 61% na terça (13). A capital fluminense viu o número total de internações cair quase à metade nas últimas duas semanas –de 954 para 584 pacientes–, o que fez a ocupação da terapia intensiva sofrer uma queda de 89% para 86%, mesmo com a redução no número de leitos.

Em Minas Gerais, a capital decidiu reduzir o volume de UTIs Covid de 472 para 406, mas a lotação ainda preocupa (79%). O nordeste mineiro também requer atenção (82% das UTIs ocupadas).

No estado de São Paulo, a taxa de ocupação de leitos UTI Covid era de 65% na segunda (12), contra 73% duas semanas antes, segundo dados da SES (Secretaria Estadual da Saúde) publicados na plataforma da Fundação Seade. Na capital paulista, os índices baixaram cinco pontos percentuais, de 62% para 57%, no mesmo período.

Segundo a secretaria estadual, o número de hospitais com ocupação integral de leitos de UTI exclusivos para Covid-19 caiu 80% na primeira quinzena de julho em comparação com o começo de abril.

Há dois meses, 25 hospitais estaduais em diferentes locais estavam com 100% de ocupação na terapia intensiva. Nesta segunda (12), eram cinco: os de Vila Alpina, Bauru, das Clínicas de Botucatu, Regional de Piracicaba e de São José do Rio Preto.

Outros 15 estavam com ocupação entre 88% e 75% e 5, na faixa de 90% a 95% –Hospital Regional de Assis (95%), Geral de Vila Penteado (94,5%), Estadual de Américo Brasiliense (93,3%), Geral de Itapecerica da Serra (90,9%) e Regional de Osasco (90,2%).

Na cidade de São Paulo, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, nenhum hospital municipal operava com ocupação total dos leitos de UTI para Covid na segunda (12).

Após cinco meses enfrentando números alarmantes da pandemia, o Paraná também viu sua taxa de ocupação de UTIs baixar e chegar a 81%. Isso possibilitou ao governo diminuir o número de leitos exclusivos para a doença. Mesmo assim, havia nesta segunda (12) 16 pacientes aguardando vaga de internação.

A queda nos índices é reflexo da ampliação da vacinação. O Paraná já figura entre os estados que mais aplicaram ao menos uma dose de imunizante. Em conjunto com o Ministério da Saúde, o governo iniciou uma apuração sobre a circulação da variante delta –até agora, foram confirmados sete casos no estado, e três pessoas morreram.

Em Curitiba, a taxa de ocupação de UTIs caiu de 95% para 75% em duas semanas. A melhora nos indicadores fez com que a prefeitura flexibilizasse regras de funcionamento do comércio e serviços. A gestão também anunciou que vai retomar as aulas presenciais na rede pública de ensino a partir do dia 19.

O Rio Grande do Sul tem a menor taxa de ocupação entre os três estados da região Sul: 73%, seis pontos percentuais a menos do que o registrado há duas semanas. O número de leitos é o mesmo.

Das sete macrorregiões de saúde do estado, três estão com ocupação de leitos públicos em índices preocupantes — Centro-Oeste (91,3%), Vales (85,4%) e Serra (81,6%). Na região metropolitana de Porto Alegre, a taxa é de 64,5% na rede SUS, mas chega a 92,4% na rede privada.

Na segunda (12), o Centro Estadual de Vigilância em Saúde disse que iria enviar à Fiocruz amostras de dois prováveis casos da variante delta. A variante predominante nos casos analisados no estado era a gama (P.1).

Em Campo Grande, a ocupação é de 79%, situação um pouco mais confortável do que a de um mês atrás, quando quase todos os leitos estavam ocupados e pacientes eram transferidos para outros estados. Mato Grosso do Sul é o estado que proporcionalmente mais vacinou contra a Covid-19: quase 36% da população totalmente imunizada.

Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (DEM) estuda antecipar a segunda dose da AstraZeneca, e a Prefeitura de Goiânia já colocou em prática o protocolo. Até agora, 37% da população do estado recebeu ao menos uma dose e 12%, a imunização completa.

Embora o número de casos esteja estável e as mortes apresentem queda, a rede hospitalar estadual continua sobrecarregada, com 81% dos 608 leitos de UTI ocupados e 18 pacientes na fila de espera, além de 22 que aguardavam um leito de enfermaria. Em Goiânia, das 324 vagas de UTI, 68% estão em uso.

No DF, a taxa média de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 era de 77,1% na segunda (12), índice próximo ao registrado há duas semanas.

A fila de espera por um leito, porém, aumentou. Havia 17 pacientes na segunda-feira –no último levantamento eram 5. A secretaria de Saúde diz que o processo de liberação de leitos é “dinâmico” e se dá por meio do complexo regulador que, com acesso ao prontuário do paciente, “precisa achar um leito que atenda a todas as necessidades clínicas”. O processo dura em média 6 horas, daí as variações.

Fonte: Folhapress

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