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Na Bahia, nove em cada 10 mulheres vítimas de homicídio em 2019 eram negras. Naquele ano o estado somou 396 assassinatos de mulheres, e 92% das vítimas tinham cor preta. A informação consta no Atlas da Violência 2021, divulgado nesta terça-feira (31) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base no Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS).
O dado considera o total de mulheres vítimas da violência letal no país em 2019, e inclui tanto circunstâncias de feminicídio, em que as mulheres foram vitimadas em razão de sua condição de gênero feminino, como também em situações de violência urbana, como roubos seguidos de morte e outros conflitos.
Em todo o país foram 3.737 mulheres assassinadas em 2019. De acordo com o Atlas, o número é menor que os 4.519 homicídios femininos registrados no ano anterior. A redução nos números absolutos foi de 17,3%.
Só que o documento também destaca que, ao analisar a série histórica dos últimos 11 anos (2009 – 2019), fica evidente que a redução da violência letal não se traduziu na redução da desigualdade racial.
Enquanto em 2009 a taxa de mortalidade entre mulheres negras era de 4,9 por 100 mil habitante e entre não negras de 3,3 por 100 mil, passados 11 anos o indicador entre as negras caiu para 4,1 por 100 mil, redução de 15,7%, e entre não negras para 2,5 por 100 mil, redução de 24,5%.
“Se considerarmos a diferença entre as duas taxas verificamos que, em 2009, a taxa de mortalidade de mulheres negras era 48,5% superior à de mulheres não negras, e onze anos depois a taxa de mortalidade de mulheres negras é 65,8% superior à de não negras”, destaca trecho do Atlas.
Os dados trazidos no Atlas da Violência também expõem que, em números absolutos, o total de mulheres negras vítimas de homicídios apresentou aumento de 2%, passando de 2.419 vítimas em 2009, para 2.468 em 2019. Enquanto isso, as vítimas femininas assassinadas e não negras caiu 26,9% no mesmo período, passando de 1.636 mulheres mortas em 2009 para 1.196 em 2019.
Diante dos dados o documento faz uma provocação: “como explicar a melhoria nos índices de violência entre mulheres não negras e o agravamento, no mesmo período, dos números da violência letal entre mulheres negras?”.
Citando o livro “A vitimização de mulheres por agressão física, segundo raça/cor no Brasil”, o Atlas propõe reflexão para que a violência contra as mulheres negras seja analisada sob a perspectiva de particularidades. O documento cita como exemplo que elas estão desproporcionalmente expostas a outros fatores geradores de violência, como desigualdades socioeconômicas, conflitos familiares, racismo, intolerância religiosa, conflitos conjugais, entre outros.
Fonte: Bahia Notícias
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O dado considera o total de mulheres vítimas da violência letal no país em 2019, e inclui tanto circunstâncias de feminicídio, em que as mulheres foram vitimadas em razão de sua condição de gênero feminino, como também em situações de violência urbana, como roubos seguidos de morte e outros conflitos.
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Só que o documento também destaca que, ao analisar a série histórica dos últimos 11 anos (2009 – 2019), fica evidente que a redução da violência letal não se traduziu na redução da desigualdade racial.
Enquanto em 2009 a taxa de mortalidade entre mulheres negras era de 4,9 por 100 mil habitante e entre não negras de 3,3 por 100 mil, passados 11 anos o indicador entre as negras caiu para 4,1 por 100 mil, redução de 15,7%, e entre não negras para 2,5 por 100 mil, redução de 24,5%.
“Se considerarmos a diferença entre as duas taxas verificamos que, em 2009, a taxa de mortalidade de mulheres negras era 48,5% superior à de mulheres não negras, e onze anos depois a taxa de mortalidade de mulheres negras é 65,8% superior à de não negras”, destaca trecho do Atlas.
Os dados trazidos no Atlas da Violência também expõem que, em números absolutos, o total de mulheres negras vítimas de homicídios apresentou aumento de 2%, passando de 2.419 vítimas em 2009, para 2.468 em 2019. Enquanto isso, as vítimas femininas assassinadas e não negras caiu 26,9% no mesmo período, passando de 1.636 mulheres mortas em 2009 para 1.196 em 2019.
Diante dos dados o documento faz uma provocação: “como explicar a melhoria nos índices de violência entre mulheres não negras e o agravamento, no mesmo período, dos números da violência letal entre mulheres negras?”.
Citando o livro “A vitimização de mulheres por agressão física, segundo raça/cor no Brasil”, o Atlas propõe reflexão para que a violência contra as mulheres negras seja analisada sob a perspectiva de particularidades. O documento cita como exemplo que elas estão desproporcionalmente expostas a outros fatores geradores de violência, como desigualdades socioeconômicas, conflitos familiares, racismo, intolerância religiosa, conflitos conjugais, entre outros.
Fonte: Bahia Notícias
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