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IBGE anuncia que Censo 2022 começará em 1º de agosto

Após sanção do Orçamento da União mantendo R$ 2,29 milhões destinados ao Censo Demográfico 2022, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que a coleta de dados começará em 1º de agosto. O levantamento deveria ter ocorrido em 2020, cumprindo a legislação brasileira que define a realização a cada 10 anos. A Confederação Nacional de Municípios (CNM), que atuou pela realização do Censo, destaca que, entre outros pontos, a atualização da estimativa populacional é fundamental para a distribuição de recursos federais, pois há repasses com critérios de transferência por tamanho populacional.

Inicialmente, o Censo 2022 tinha previsão de início em junho de 2022. De acordo com o IBGE, a data foi alterada devido a troca da banca responsável pelo processo seletivo de recenseadores e agentes censitários. A seleção ainda está em andamento.

Os contratados visitarão, de agosto a outubro, os mais de 70 milhões de domicílios em todos os Municípios do país. Todos estarão uniformizados, com boné e colete azuis estampando a logomarca do IBGE. No colete, haverá também o crachá de identificação, com a foto e os números de matrícula e identidade do entrevistador. Os dados poderão ser verificados no site respondendo.ibge.gov.br ou pelo telefone 0800 721 8181.

Histórico

Em 2020, o Censo foi adiado em razão da pandemia da Covid-19. No entanto, para 2021, o governo federal não destinou verba para o levantamento populacional. O Censo é o principal diagnóstico da realidade do Brasil e a estimativa populacional, que deveria ter sido realizada cinco anos após o Censo de 2010, ou seja, em 2015, também não ocorreu.

Em maio passado, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) foi favorável à obrigatoriedade do Censo 2022. Após a decisão, o governo fez a recomposição orçamentária e os valores foram mantidos na sanção do Orçamento, publicado na segunda-feira, 24 de janeiro

As informações coletadas pelo Censo servem de base para o rateio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e dos Estados (FPE), sendo essenciais também para planejamento de políticas públicas de saúde e educação. Os dados também são usados para transferências de recursos de programas federais e em pesquisas amostrais, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do próprio IBGE.

Fonte: CNM

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