Em reunião na mobilização municipalista em Brasília, nesta terça-feira (13), na sede da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), foi demonstrada a preocupação do movimento municipalista com o cálculo populacional que baseia a repartição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma vez que o Censo 2022 realizado pelo IBGE não foi concluído no prazo.
No evento, o presidente da CNM ressaltou os prejuízos acarretados aos municípios. “O governo não colocou dinheiro o suficiente, isso impacta nos municípios, isso é um crime. Como é que o governo não cumpre a lei, não faz o censo. Precisamos pedir o apoio dos deputados aqui para ajudar os municípios. Falta estrutura, falta dinheiro. É preciso prorrogar e não valer esse censo inacabado para este ano”, disse Ziulkoski.
A convite da CNM, o presidente do IBGE, Eduardo Rios Neto, falou aos participantes da mobilização e explicou que o censo está travado por conta da falta de recenseadores. “Nosso compromisso principal é terminar o censo e com qualidade. Não coloco mais data. A gente tinha um compromisso com o TCU e seria muito temerário entregar uma estimativa porque elas estão defasadas. Então, nós estamos desenvolvendo um movimento de calibração com o próprio censo para entregar isso até 26 de dezembro. Eu acho que vai ser mais robusto que a estimativa”, antecipou ao dizer que não será uma estimativa clássica, mas um cenário mais concreto em cima dos dados coletados pelo Censo 2022 até o momento.
Fonte: ASCOM