Atendendo ao Requerimento 015/2025, proposto pelo vereador Paulo Costa e aprovado por unanimidade, a Câmara Municipal de Guanambi realizou, nesta terça-feira (30), uma Audiência Pública em alusão ao Setembro Amarelo, com o tema: “Prevenção ao Suicídio e Valorização da Vida”.
O debate ganhou ainda mais relevância diante do cenário local. Nos últimos cinco anos, as consultas voltadas a problemas e condições avaliados em Saúde Mental no município de Guanambi cresceram de forma significativa, saltando de 5.082 em 2020 para 7.399 em 2024, um aumento de aproximadamente 45,6%. Esse dado evidencia tanto o avanço na busca por atendimento especializado quanto a necessidade urgente de ampliar políticas públicas e estruturas de cuidado voltadas à saúde mental.
O suicídio, por sua vez, é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como um grave problema de saúde pública, figurando entre as principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo. Estima-se que, no Brasil, ocorra uma morte por suicídio a cada 45 minutos. O que reforça a gravidade do cenário e a dimensão do sofrimento silencioso que muitas vezes não chega ao conhecimento da sociedade.
Grande parte dessas situações poderia ser evitada com políticas adequadas de prevenção, fortalecimento da rede de apoio e maior disseminação de informações à população. Nesse sentido, o aumento dos atendimentos registrado no município deve ser visto como um alerta e um chamado para a responsabilidade coletiva em torno do cuidado com a saúde mental.
Para discutir essas questões e propor soluções práticas, a Câmara Municipal de Guanambi organizou a Audiência Pública dividida em três painéis temáticos:
A mesa foi composta pela vice-presidente da Câmara, vereadora Maria Silvia (Lilia); o proponente da audiência, vereador Paulo Costa; os vereadores Homero Castro e Jairo Pereira (Dau de Jairo); além de representantes de diferentes setores: Alex Bacelar (Ministério Público), Edmilson Júnior (Secretário de Saúde de Guanambi), Godardja Paixão (CAPS) e o padre Patrick Francis.
Em sua fala, a vice-presidente Lilia salientou que “A prevenção ao suicídio e a valorização da vida são urgentes e necessárias, exigindo o engajamento de todos os setores da sociedade. Esta é uma oportunidade para construirmos juntos caminhos de cuidado, acolhimento e políticas públicas efetivas, promovendo a saúde mental em nosso município”.
O proponente da audiência, Paulo Costa, ressaltou: “Esta iniciativa foi proposta considerando a urgência de ampliar o debate sobre uma pauta tão sensível e complexa. O Setembro Amarelo não deve ser visto apenas como uma campanha de calendário, mas como um chamado à empatia, à escuta qualificada e à ação concreta”.
Os vereadores presentes reforçaram a importância da prevenção como o caminho mais eficaz para enfrentar os desafios da saúde mental. Destacaram que é preciso força e coragem para lutar contra o sofrimento silencioso que muitos enfrentam, e que, juntos, é possível diminuir os casos de suicídio e promover uma cultura de cuidado e acolhimento. Ressaltaram ainda a necessidade de trazer de volta o gosto de viver, fortalecendo vínculos, incentivando a empatia e valorizando cada vida na comunidade. Destacaram a extrema importância do tema e reconheceram o apoio do presidente da Câmara, Fausto Azevedo, que garantiu suporte integral para a realização do evento.
Os convidados da mesa parabenizaram a Câmara Municipal de Guanambi pela iniciativa de organizar uma audiência pública sobre um tema tão delicado e relevante. Ressaltaram que o município precisa avançar ainda mais nas políticas de saúde mental, tornando-se uma sociedade capaz de oferecer esperança e acolhimento a quem enfrenta momentos de vulnerabilidade.
Durante a audiência, também foi reforçada a importância de procurar ajuda diante de sinais de sofrimento emocional. Em Guanambi, a rede de apoio conta com diferentes serviços disponíveis:
Estiveram presentes: Policia Militar; CEEP; Escola Municipal José Neves Teixeira; CAPS AD 2; CAPS Beija-Flor; UNIFG; Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho; CODEVASF; Sindicato Comerciários; FIP-AFYA; Ilê Asé Ojú Dan Láyé e a Comunidade.
Ao final, foi informado que todas as questões debatidas durante a audiência serão transformadas em encaminhamentos e propostas de políticas públicas, visando fortalecer a saúde mental e o acolhimento no município.
Fonte: ASCOM
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