Prefeitura de Urandi e Polícia Militar promovem ações do PROERD para estudantes da rede municipal
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A falta de peças está paralisando a produção das montadoras do país. Por isso, quem quer comprar um carro zero quilômetro precisa lidar com a fila de espera e o aumento dos preços dos veículos disponíveis no mercado. Mas engana-se quem pensa que eles são os únicos: os carros seminovos e usados também estão ficando mais caros.
Em abril, os preços dos usados subiram mais do que os novos, de acordo com o Monitor de Variação de Preços da KBB (Kelley Blue Book) Brasil. Os usados, que possuem de quatro a 10 anos de uso, ficaram 2,04% mais caros, enquanto os seminovos, com até três anos de rodagem, encareceram 2,69% no mês. Já os novos se mantiveram estáveis, com aumento de 0,22%.
Apesar dos preços mais salgados, as vendas de usados cresceram 18,5% em maio: a Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) diz que foram vendidas 1.325.336 unidades no mês.
“Essa valorização dos seminovos e usados não era realidade antes da pandemia. Está acontecendo pela falta dos carros novos, mas também pela demanda dos consumidores que nunca foi interrompida”, afirma Ana Renata Navas, diretora geral da Cox Automotive Brasil.
Por que os preços não param de subir? A venda de carros novos impulsiona o mercado de usados e vice-versa. Com o aumento dos preços dos 0km, os seminovos tiveram que suprir três mercados: o de pessoas que queriam carros novos, mas não queriam entrar na fila de espera ou pagar o preço cobrado, aqueles que já comprariam um seminovo de qualquer forma ou quem abriu mão do carro, mas resolveu reconsiderar a decisão por causa da pandemia – para evitar transporte público ou de aplicativos.
“Se eu tenho muita demanda e o produto continua tendo uma limitação, uma oferta finita, a tendência é o preço subir”, afirma Navas.
Desde o ano passado, a falta de peças, o aumento de preço das matérias-primas, como o aço, e a flutuação cambial estão encarecendo o custo de produção dos carros, que é repassado para o consumidor final que compra um zero quilômetro.
“O aumento dos commodities e a dificuldade dos chips fizeram o preço do carro aumentar. Com o preço dos novos nas alturas, as pessoas que iam comprar o novo partiam para um seminovo ou usado, o que puxa o preço para cima”, afirma Julian Semple, consultor de veículos leves da Carcon Automotive.
Um levantamento feito pelo especialista, que considerou sete principais modelos por categoria, aponta que os preços dos carros novos ficaram 22% mais caros de maio de 2020 para este ano.
Além de todos os problemas relativos a matérias-primas e custos, a capacidade de produção das montadoras também diminuiu, com a implementação de protocolos de segurança contra a covid nas fábricas.
“Vamos supor que antes eu podia ter 1.000 pessoas na minha fábrica, hoje eu só posso ter 30. Eu não vou fazer com 30 o que eu fazia com 1.000, porque o recurso humano também é limitado. Isso também compromete a produção”, afirma Navas.
Brasileiros deixaram de comprar? De forma alguma. Para Navas, os consumidores adiaram as compras no início da pandemia e voltaram a consumir logo depois – apesar do país enfrentar uma forte crise econômica, a especialista diz que o mercado automotivo não sentiu uma queda no consumo como outros setores.
“O Brasil tem 14,8 milhões de desempregados e a maior parte são de funcionários da base da pirâmide. Quem costuma comprar carros não faz parte desse grupo e, portanto, continua consumindo”, afirma Navas.
Dá para negociar os preços? O consumidor pode tentar, mas está difícil conseguir descontos. “Quando existe uma fila de espera, o poder de negociação é baixo e o consumidor acaba pagando o preço que a empresa quiser praticar”, afirma Navas, dizendo que isso se aplica tanto para os carros novos como para os seminovos e usados.
A expectativa é que os preços comecem a se estabilizar assim que a produção conseguir dar conta de toda a demanda reprimida, o que deve acontecer no final do ano – período que costuma ser aquecido pelo setor, já que os brasileiros aproveitam o 13º salário para trocar de carro.
Sobre a produção, Semple diz que é possível que a situação melhore até o final do ano, mas não deve ser normalizada. “A pressão cambial está diminuindo, mas, por outro lado, a disponibilidade de peças ainda está pequena. A falta de componentes deve continuar até o resto do ano. Pode melhorar, mas não vai estar resolvida”, afirma Semple.
Qual a diferença entre o preço de um zero e o usado? Depende muito do modelo, da quilometragem e do ano. Mas Navas diz que, normalmente, há uma variação de 23% a 28% entre um seminovo e um zero.
Fonte: 6 Minutos
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Em abril, os preços dos usados subiram mais do que os novos, de acordo com o Monitor de Variação de Preços da KBB (Kelley Blue Book) Brasil. Os usados, que possuem de quatro a 10 anos de uso, ficaram 2,04% mais caros, enquanto os seminovos, com até três anos de rodagem, encareceram 2,69% no mês. Já os novos se mantiveram estáveis, com aumento de 0,22%.
Apesar dos preços mais salgados, as vendas de usados cresceram 18,5% em maio: a Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) diz que foram vendidas 1.325.336 unidades no mês.
“Essa valorização dos seminovos e usados não era realidade antes da pandemia. Está acontecendo pela falta dos carros novos, mas também pela demanda dos consumidores que nunca foi interrompida”, afirma Ana Renata Navas, diretora geral da Cox Automotive Brasil.
Por que os preços não param de subir? A venda de carros novos impulsiona o mercado de usados e vice-versa. Com o aumento dos preços dos 0km, os seminovos tiveram que suprir três mercados: o de pessoas que queriam carros novos, mas não queriam entrar na fila de espera ou pagar o preço cobrado, aqueles que já comprariam um seminovo de qualquer forma ou quem abriu mão do carro, mas resolveu reconsiderar a decisão por causa da pandemia – para evitar transporte público ou de aplicativos.
“Se eu tenho muita demanda e o produto continua tendo uma limitação, uma oferta finita, a tendência é o preço subir”, afirma Navas.
Desde o ano passado, a falta de peças, o aumento de preço das matérias-primas, como o aço, e a flutuação cambial estão encarecendo o custo de produção dos carros, que é repassado para o consumidor final que compra um zero quilômetro.
“O aumento dos commodities e a dificuldade dos chips fizeram o preço do carro aumentar. Com o preço dos novos nas alturas, as pessoas que iam comprar o novo partiam para um seminovo ou usado, o que puxa o preço para cima”, afirma Julian Semple, consultor de veículos leves da Carcon Automotive.
Um levantamento feito pelo especialista, que considerou sete principais modelos por categoria, aponta que os preços dos carros novos ficaram 22% mais caros de maio de 2020 para este ano.
Além de todos os problemas relativos a matérias-primas e custos, a capacidade de produção das montadoras também diminuiu, com a implementação de protocolos de segurança contra a covid nas fábricas.
“Vamos supor que antes eu podia ter 1.000 pessoas na minha fábrica, hoje eu só posso ter 30. Eu não vou fazer com 30 o que eu fazia com 1.000, porque o recurso humano também é limitado. Isso também compromete a produção”, afirma Navas.
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“O Brasil tem 14,8 milhões de desempregados e a maior parte são de funcionários da base da pirâmide. Quem costuma comprar carros não faz parte desse grupo e, portanto, continua consumindo”, afirma Navas.
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